domingo, 9 de maio de 2010

'Texas is a State of Mind’

Dias 5 e 6 na estrada
Completamos hoje a 1ª semana de viagem, e estamos, ou eu pelo menos estou, agora completamente adaptados a isto, a tudo, aos horários, às rotinas que não têm nada de rotineiras, idênticas na base- acordar cedo, pequeno almoço de torradas e/ou panquecas, estrada com 2 ou 3 paragens, almoço, estrada, chegada a cidade, procurar motel, perdermo-nos a procurar motel (ou hora parva como lhe chamamos), jantar e ver o espirito da noite, deitar cedo- mas que depois variam nas tais milhares de coisas. Com o Oklahoma atravessado e o Texas quase, tenho a cabeça cheia de indios e cowboys, cavalos e pradarias, petróleo e sapateados country de cowgirls em cima de balcões do Coyote Ugly, confundem-se na memória as já quase dezenas de dinners e moteis, drive ins e antigas bombas de gasolina, placas, milhas e mapas, e tudo isto junto sabe a exactamente ao que esta viagem devia saber.
Dia 5,sábado, Tulsa-Olkahoma foi uma viagem curta por terras semi-abandonadas e estranhamente kitsch, com o ponto alto na paragem em Bristow, cidade do farewest onde apanhámos uma feira de sábado com cowboys, poneis, artesanato e uma ida a um museu com detalhes que contam histórias, como o obituario de uma senhora 100% Índia que morreu nos anos 40 podre de rica, porque no seu quintal foi encontrado um poço de petróleo, detalhes da guerra civil, dos tempos de escravatura (só que puseram uma cronologia da historia dos afro-americanos que acabava com a Halle Berry a ganhar o oscar, esqueceram-se de acrescentar aquela pequena parte onde o Obama se torna Presidentedos EUA lol). Oklahoma City, onde chegamos cedo e ficámos de noite,tem um canto chamado Bricktown, espécie de quarteirão de diversões com canais e barcos, tudo criado pelo homem para pura diversão, a oscilar entre o mau gosto e o agradável- com direito a um concerto de rock/country de uns velhotes brutais com um Índio na bateria, à invenção de histórias sobre um casalinho a beber cervejas literalmente ao balde e à tal ida ao Coyote Ugly.
Hoje, deixámos o Oklahoma e entrámos no Texas, que, dizem, é um ‘state of mind’. Isso não sei, mas aqui – e no Fort Reno, ainda em Okh, que visitamos antes- sente-se completamente o espírito do oil e sobretudo do farewest, com cidades onde as casas parecem incrivelmente originais de época, as ruas largas, o imaginário dos filmes que idolatrávamos em míudos, só falta o barbwire de ramos a rodar (isso e estar calor, que entretanto o tempo piorou imenso). Em Elk City, há mesmo uma cidade de cowboys recriada, espécie de Portugal dos pequeninos. Almoçamos ao som de msgs a cair com a vitória do benfica num mexicano chamado Pedro's, cheio de famílias porque aqui só hoje é dia da mãe. A dormida é em Amarillo, cidade já com influências mexicanas, onde descobrimos um restaurante de comida tradiconal e consegui comer truta com mashed potatoes, yay!, felizes com o SLB, cansados como é suposto ao domingo, e eu pessoalmente a achar que vou sair desta experiência uma pessoa, não sei dizer de outra forma, maior- não só nos quilos, que é certo, mas sobretudo em cultura; em tudo.

Adenda: beijo à familia e sobretudo ao Miguel, a pedido de varios se a net deixar seguem fotos com pessoas la dentro :P

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