Acordámos dia 14, 6ªf, em Williams (onde dormimos num Super 8 motel onde fui picada por MIL bed bugs, bahhh), entusiasmados com Las Vegas, (o Nuno entusiasmado, as meninas com ânsia, mais na expectativa ;)). Até chegar a Sin City, numa estrada sob calor abrasador, já pelo deserto, ainda passámos em Kingman, e na belíssima Hoover Dam (ou como dizemos Hover Dammmmmm!!, onde havia policia por todo o lado, não fosse um maluco explodir com aquilo ), ainda em Boulder City, cidade criada para albergar quem construiu a barragem.
Depois, e de repente, foi como sempre ouvimos que seria; ao virar de uma curva, numa súbita descida, rodeados de rochas e desertos, vimos pela 1.ª vez Las Vegas. Um vale de hotéis e arranha-c+eus (os casinos), como se de um muito estranho Oasis no deserto se tratasse. Indescrítivel.
Vegas foi tudo o que imaginávamos, é todos os clichés- incluindo e sobretudo o de que primeiro estranha-se, depois entranha-se. A primeira reacção é de choque total, quase claustrofobia ou rejeição, perante um sítio com tantos casinos, tantas tantas luzes, tanto barulho, tantas pessoas. Chega a apetecer fugir, a sério. É muito e não é assim tão naif, os casamentos nas capelas etc, é tudo planeado, é tudo a abrir, é tudo muito, muito tudo.
Depois começa-se a ver com atenção e, passado o choque, descobre-se Vegas pelo que ela é.
É mesmo Sin City, um parque de diversões gigante para adultos, um sítio onde tudo ou quase tudo é permitido, onde há diversão cor e luz para todos os gostos, onde tudo é caro, é literalmente como se fosse um playground para crianças grandes- um sítio com mulheres bonitas, jogo, copos, casinos a imitar cidades europeias e caças ao tesouro, onde todos vão para se divertir e gastar dinheiro, é a loucura. É uma cidade onde se pode não sair do casino onde se fica instalado (os casinos têm hoteis, lojas de luxo e outras, piscinas, restaurantes, cafés, buffets, tudo). Nós ficamos no Plaza, em grande, um hotel-casino com piscina frente a Fremont Street (rua coberta que tem animação e espectáculos constantes, incluindo na cobertura). O Nuno ainda entrou num torneio de póquer e ficou em 3º!
Mas é na Strip, a mega avenida dos casinos, que tudo se passa. Estamos a falar de uma rua, uma só rua, onde os autocarros demoram 1h30 a fazer os cerca de 4km, tal é o trânsito e a quantidade de pessoas a circular, onde se ve gente de todos os géneros e paises, misturadas com noivas, despedidas de solteiros, onde há várias lojas de empréstimos para bails (fianças para quem acaba preso), gift shops (uma que promete ser a maior do mundo) sem limites (o souvenir mais louco era um baby grow a dizer´: 'I'm what happened in Vegas!'), bares, é inacreditável. Em Vegas visitam-se casinos como se visitam museus ou palácios e o pior é que são mesmo brutais, luxuosos, gigantes, e deixam todo o pé rapado de chinelo entrar. Corremo-los quase todos, assombrados pela sua beleza e imponência, o Belaggio com os seus espectáculos de fontes como se via no Ocean's Eleven, o Flamingo, o Venetian com canais a imitar Veneza, o Treasure Island com barcos de piratas, o Ceasar's Palace com as estátuas, o New Yorker com uma estátua da Liberdade, é incrivel. E depois descem-se escadas rolantes dentro dum casino e cai-se num mar das milhares de slots, mesas, pessoas. E o calor, de dia e de noite, que tantos detestam e eu adoro, o bafo constante que aquece os ânimos, e ps, tenho quase a certeza que a Chloe Sevigny estava instalada no nosso hotel, e, e...
Aqui nos EUA, dizem de Vegas: não fiquem só uma hora senão detestam, não fiquem mais de um dia, senão já não saem. Nós ficámos 2 dias e saímos. Mas havemos de voltar...
I will be back!!!
ResponderEliminarE não casaram?!
ResponderEliminarNão me lembro ;)
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