quinta-feira, 20 de maio de 2010

Done

Big Sur











Hit the Road, Jack

Dia 19 na estrada (20 de Maio)
E pronto, tudo o que é bom acaba e para mim é a despedida, escrever neste blogue que também nos fez companhia aqui, em Lisboa, seria demasiado estranho.
Nesta viagem que durou três semanas, vivemos tudo o que queríamos e muito mais. Vimos um homem a ser preso uma perseguição policial várias estrelas de cinema uma senhora a usar a expressao 'my black ass', obesos de todas as raças, indios e cowboys, elvis e michael jacksons concertos de blues jazz e rock e rockabilly um reallity show a ser filmado, locais com que sempre sonhámos.*
De tudo o resto, cidades, terras, pessoas, momentos, nunca nos vamos esquecer. O Grand Canyon, o Big Sur, Chicago, LA, Vegas, tanta coisa.
Mais de 5 mil km de carro (mais ou menos a distância entre Lx e Nova Iorque) depois, 9 estados (Illinois, Missouri, Oklahoma, Kansas, Texas, New Mexico, Nevada, Arkansas e Califórnia) e 3 fusos horarios depois, a quem pensa em fazer uma road trip, parecida à nossa ou não, mas hesita pelo tempo, dinheiro, ou falta de coragem, só temos algo a dizer: Hit the Road, Jack. Vale mesmo, mesmo a pena.

*e vimos um jogo de basebol da entrada, e os Lakers tornarem-se campeões, e o por do sol no grand canyon, e entendemos a história, cultura, sociologia, religiões e maneira de viver e estar norte-americanas, e ouvimos Beach Boys na Califórnia, e curtimos uma festa de 5 de Mayo em St.Louis e comemos junk food, cafe, ice teas e pies ate cair, e vimos as margens do Missisipi, e estivemos em mais de 15 moteis e fomos ao Viper Room, e estivemos no sítio onde acontecem os Óscares e vimos pontes cobertas... Afinal não me custa escrever de Lisboa, porque é também bom voltar e porque esta viagem é mesmo para recordar, sem nostalgias ou arrependimentos.

LA, City of Angels

Nos últimos 3 dias, os passados em LA, não deu para vir à net- andámos sempre a correr, e a net paga-se aqui no hostel. Agora, na últimas horas nos States em que nos despedimos desta viagem, teve de ser -já não sei é se me lembro de tudo.Sei do que me lembro- de, em 1993, ver um filme chamado Point of No Return, ou A Assassina, com a Bridget Fonda, sobre uma rapariga que matava um polícia e lhe davam a escolher a pena de morte ou trabalhar para o estado como assassina. Quando aceitou, 'limparam-na', tiraram-na das drogas, ensinaram-lhe maneiras, deram-lhe um novo nome, uma nova vida, um novo começar, e uma casa em Venice Beach, LA. Eu tinha 17 anos e a cena em que ela se muda para Venice Beach pareceu-me tudo o que eu mais queria na vida: uma casa mesmo em frente a uma praia lindíssima, com palmeiras, pessoas a passar de skate, de bicicleta e a correr, casas às cores, um pôr do sol maravilhoso, e tudo isto a tocar o Feeling Good da Nina Simone, que aprendi a amar nesse dia, como banda sonora de uma vida nova, simbolizada na cena.Não foi, por isso, sem entusiasmo que ao procurar sítios na net para ficarmos em LA, percebi que o mais acessivel e bem localizado era mesmo em Venice Beach. De novo, providencial. Após 3 dias aqui, ainda sei que apesar de tudo se um dia viesse para LA era aqui que ficava. Infelizmente, Venice foi-se degradando com os anos, e tem agora muitos vagabundos, muita sujidade e lixo- mas isso gde parte de LA , excepção claro a Beverly Hills e Bel Air tem, não sei o que este mayor tem na cabeça mas manda limpar uma metrópole com 20 milhões uma vez por semana e depois até no passeio das estrelas há lixo...Ainda assim, Venice Beach é para mim mítica, e continua como sempre a sonhei, as casas às cores, os hippies e artistas, os arcos antigos dos prédios, as praias lindas, as pessoas a correr e andar de bicicleta, as lojas, o Feeling Good da Nina Simone a tocar na minha cabeça.De resto, nestes 3 dias em LA, procuramos explorar ao máximo e entender esta Cidade dos Anjos o melhor possível, e creio que até certo ponto conseguimos. LA é muito espaçosa, é tudo longe, é preciso ir de carro para todo o lado, e se eles vão, e se adoram os seus carrões, e os usam sempre, pelas dezenas de interstates que se cruzam, e têm 8 faixas, uma só para carpool, tudo à grande, tudo irreal. Estacionar em LA não é facil, conduzir é uma aventura, chega a ser divertido.Também é verdade que se vêem mesmo actores, a serio que vêem, que tenhamos reconhecido vimos pelo menos 2, de séries cujo nome não nos lembramos. Mesmo quem não é actor , das duas uma ou quer ser ou parece associado ao mercado, a cidade gira mesmo à volta disto, e lá andam eles pela rua, os actores ou wannabees, com os seus bonés e óculos de sol, e nos cafés fala-se mesmo de guiões e de produtoras e de actores no desemprego.Querendo ser actores, tb são todos bonitos, são. Bonitos, bem vestidos, altos, magros, eles e elas. Aliás, percebemos finalmente porque na América profunda, por onde andámos, havia tantos obesos- para LA, emigrou a beleza e a perfeição. Nao deve ser fácil viver com estes padrões.
Mas procurámos ver o mais possível, e no primeiro dia andámos uns 10 km a pé, ainda meio ingénuos com as distâncias. Fomos espreitar os Universal Studios, fizémos a Hollywood Boulevard, com o passeio das estrelas e Kodak Theatre (dos óscares), a Sunset Blv, a Sunset Strip, parte de Beverly Hills, a Santa Monica Blv, e ainda fomos, já mortos e de carro, espreitar Mulholand Drive, uma loucura. Tudo com muitos contrastes- no passeio das estrelas há o tal lixo e os vagabundos com o seu carrinho de compras, afastamo-nos um pouco para Bel Air e é só mansões e verde- tudo muito fora, tudo muito louco. Acabámos a noite no Santa Mónica Pier, lindo, cenário de milhares de filmes, e num bar, claro está, cheio de fotos de famosos.
No 2º dia, aproveitámos a manhã para conhecer melhor a 'nossa' Venice Beach e ainda fomos espreitar a downtown, já uma outra realidade,uma outra LA (há muitas LAs diferentes em LA), com os seus edifícios altos, e o auditório do Gherry. Almoçámos em Farmer's Market, um quarteirão muito giro tipo centro comercial ao ar livre com comida e lojas, e atravessámos Melrose Blv, as suas lojas de tattoos e roupa vintage (para eles vintage é mm segunda mão). A noite foi perfeita- cerveja num bar gay (lol) em Sunset a ver os Lakers serem campeões da costa oeste, jantar no Rainbow, bar que ficou conhecido por lançar os Guns N'Roses, espreitar o Whiskey Go Go, que ficou conhecido por lançar os Doors, e ver concertos de bandas desconhecidas- que saudades de ter isto em Portugal- no Viper Room, antigo bar do Johnny Depp que ficou conhecido por motivos que prefiro não lembrar. Na sala de baixo do viper, a acústica, um senhor, John Troi ('Troi with an I, like in the Brad Pitt movie but without the blonde hair') cantava, com letras complicadas e irónicas, a vida dura de um cantor em LA há 30 anos, a vida da cidade. Adorei.
Hoje, 3º dia, fomos explorar as praias- a sul, Long Beach, Newport Beach e Laguna, a norte, Willy Rogers e Malibu. De novo fiquei doente de roida de inveja com as casas em cima do mar, frente à praia, algumas mesmo em estacas de madeira sobre a água, e o verde, sempre o verde e os montes (the hills é mesmo um bom nome para LA, é toda aos montes), e as praias com os seus pontões lindissimos, e as casinhas às cores, as barracas para os nadadores salvadores, mesmo à Baywatch.
LA não é, de perto nem de longe, uma cidade perfeita, mas é uma metrópole completamente fora com muita muita praia à mão de semear- e por isso merece toda a mística que sempre teve; e que filmes como A Assassina incutiram em miúdinhas como eu.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Monterey- Big Sur- LA, ou 'You've Gotta Fight, for Your Right, to Partyy *'*

Dia 14 na estrada (17 de Maio)
300 milhas. 450 km

Viajar é a melhor coisa do mundo, e quem disser o contrário não sabe do que fala. Vale todo o esforço e cada tostão. Hoje tivemos um dia perfeito os 3, e estamos em paz e felizes, porque temos em comum uma paixão assolapadora pelo mar e os nossos olhos levaram hoje um banho de mar- ainda por cima do Oceano Pacífico, que nunca tinhamos visto, e que é lindo e azul escuro e calmo a fazer juz ao seu nome. Hoje percorremos metade da costa da California, sempre numa estrada junto ao mar, a tal magnífica interstate 1, e vimos o Big Sur- extensão de cerca de 60 milhas de estrada mesmo carvada nas rochas (milagre da engenharia, ou do engenho, mas que levou 30 anos a ser construida), com uma vista magnifica, que só por si valia a viagem, toda esta viagem.
Hoje, segunda-feira, pior dia da semana, vimos leões marinhos, centenas deles, em colónias como nem sabíamos que existiam no mundo, qto para mais na California, e elefantes marinhos, e flamingos, e golfinhos.
Hoje fizemos Monterey (terra lindissima com fabricas de sardinha em lata e onde as estrelas costumam passar ferias)-Big Sur-Point Lobos (antiga zona de pescadores de baleias portugueses) - Cambria (onde almoçamos marisco)-Cayucos e Santa Barbara a adorar cada segundo de paisagem e a invejar cada pessoa que mora nestas terras, com as montanhas altas e cheias de árvores gigantes de um lado e um mar lindo e pejado de peixes, fauna, pontões e palmeiras do outro.

Hoje estamos finalmente em Los Angeles, e estamos felizes porque chegámos ao fim da Route 66, que acaba em Santa Monica onde passamos, e foi uma prova mais do que superada, acima de todas as expectativas, foi mesmo uma viagem única e nossa e inesquecível.
Estamos felizes porque, apesar de estarmos num hostel aparentemente meio rasca (mas bom para o gasto) em Venice Beach, já só vamos daqui para casa, sem grandes viagens de carro, 3 dias no mesmo sitio, uma cidade inteira para descobrir, e que promete, e da qual temos zilioes de referências.
Mas sobretudo estamos felizes, porque os nossos olhos levaram hoje um banho de oceano dificil de apagar.

PS- e parabens à guida pela mestria a entrar em LA. Estamos a falar de uma hora de interstates so para conseguir entrar, com lanços de 4 a 8 faixas onde os carros, na maioria monster trucks, ripam por todo o lado e ultrapassam pela direita, esquerda, cima baixo. Parece um jogo de computador, not easy man!

** Canção, mais que apropriada, que estava a dar na rádio à entrada de LA, e que todos cantámos no carro, claro :)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

The Pacific

Dia 13 na estrada (domingo, 16 de Maio)

Há encontros providenciais (ou não, espero que este se venha mesmo a revelar que sim).
Em Santa Fé, conheci 2 arqueólogos com quem falei sobre a nossa viagem, e só diziam: 'o nosso país tem belezas escondidas, é um grande pais a descobrir, a vossa rota é linda mas estão tão perto da mais bonita zona e estrada de todas, não a percam'.
A estrada é a 1, que desce de San José a Los Angeles sempre pela costa mesmo junto ao mar, atravessando o Big Sur que sempre quisemos ver, pelo que decidimos fazer um último desvio desta já vasta viagem: em vez de ir de Vegas directos a LA, já a ultima paragem antes do avião de regresso (a Route 66 acaba em Santa Mónica), e onde só tinhamos hotel marcado a partir de 2.ª, subir antes para Monterey, para fazer esse percurso da estrada 1. 600 km e algumas horas de estrada depois (com paragem em Barstow para um ótimo almoço de domingo com a MELHOR tarde de chocolate e morango do MUNDO), é em Monterey que nos encontramos agora para dormir, e já valeu a pena: vindos de Vegas e a passar do Nevada para a California, atravessamos a barreira policial do controle de fruta de entrada no estado, a cidade mais quente dos EUA, chamada Needles, a terra de Bagdad, que deu nome ao filme Cafe Bagdad (isto tudo ao longe, já que iamos pela interstate). E de repente passa-se da paisagam árida do deserto Mojave, linda, com direito a Joshua Trees e tudo, para uma vista igualmente linda mas totalmente diferente, de laranjeiras, de verde, de dunas com ervas como se fossem de peluche, de clima mais fresco, de vinhas e mais vinhas, em Paso Robles e Fresno, e sitios de wine tastery (como no Sideways, hummm).
A California é lindissima, como um Alentejo mais vasto e se possivel ainda mais espectacular.

It's Vegas baby, yeah!

Dias 11 e 12 na estrada (14 e 15 de Maio, 6.ªf e sábado)

Acordámos dia 14, 6ªf, em Williams (onde dormimos num Super 8 motel onde fui picada por MIL bed bugs, bahhh), entusiasmados com Las Vegas, (o Nuno entusiasmado, as meninas com ânsia, mais na expectativa ;)). Até chegar a Sin City, numa estrada sob calor abrasador, já pelo deserto, ainda passámos em Kingman, e na belíssima Hoover Dam (ou como dizemos Hover Dammmmmm!!, onde havia policia por todo o lado, não fosse um maluco explodir com aquilo ), ainda em Boulder City, cidade criada para albergar quem construiu a barragem.

Depois, e de repente, foi como sempre ouvimos que seria; ao virar de uma curva, numa súbita descida, rodeados de rochas e desertos, vimos pela 1.ª vez Las Vegas. Um vale de hotéis e arranha-c+eus (os casinos), como se de um muito estranho Oasis no deserto se tratasse. Indescrítivel.

Vegas foi tudo o que imaginávamos, é todos os clichés- incluindo e sobretudo o de que primeiro estranha-se, depois entranha-se. A primeira reacção é de choque total, quase claustrofobia ou rejeição, perante um sítio com tantos casinos, tantas tantas luzes, tanto barulho, tantas pessoas. Chega a apetecer fugir, a sério. É muito e não é assim tão naif, os casamentos nas capelas etc, é tudo planeado, é tudo a abrir, é tudo muito, muito tudo.

Depois começa-se a ver com atenção e, passado o choque, descobre-se Vegas pelo que ela é.

É mesmo Sin City, um parque de diversões gigante para adultos, um sítio onde tudo ou quase tudo é permitido, onde há diversão cor e luz para todos os gostos, onde tudo é caro, é literalmente como se fosse um playground para crianças grandes- um sítio com mulheres bonitas, jogo, copos, casinos a imitar cidades europeias e caças ao tesouro, onde todos vão para se divertir e gastar dinheiro, é a loucura. É uma cidade onde se pode não sair do casino onde se fica instalado (os casinos têm hoteis, lojas de luxo e outras, piscinas, restaurantes, cafés, buffets, tudo). Nós ficamos no Plaza, em grande, um hotel-casino com piscina frente a Fremont Street (rua coberta que tem animação e espectáculos constantes, incluindo na cobertura). O Nuno ainda entrou num torneio de póquer e ficou em 3º!

Mas é na Strip, a mega avenida dos casinos, que tudo se passa. Estamos a falar de uma rua, uma só rua, onde os autocarros demoram 1h30 a fazer os cerca de 4km, tal é o trânsito e a quantidade de pessoas a circular, onde se ve gente de todos os géneros e paises, misturadas com noivas, despedidas de solteiros, onde há várias lojas de empréstimos para bails (fianças para quem acaba preso), gift shops (uma que promete ser a maior do mundo) sem limites (o souvenir mais louco era um baby grow a dizer´: 'I'm what happened in Vegas!'), bares, é inacreditável. Em Vegas visitam-se casinos como se visitam museus ou palácios e o pior é que são mesmo brutais, luxuosos, gigantes, e deixam todo o pé rapado de chinelo entrar. Corremo-los quase todos, assombrados pela sua beleza e imponência, o Belaggio com os seus espectáculos de fontes como se via no Ocean's Eleven, o Flamingo, o Venetian com canais a imitar Veneza, o Treasure Island com barcos de piratas, o Ceasar's Palace com as estátuas, o New Yorker com uma estátua da Liberdade, é incrivel. E depois descem-se escadas rolantes dentro dum casino e cai-se num mar das milhares de slots, mesas, pessoas. E o calor, de dia e de noite, que tantos detestam e eu adoro, o bafo constante que aquece os ânimos, e ps, tenho quase a certeza que a Chloe Sevigny estava instalada no nosso hotel, e, e...

Aqui nos EUA, dizem de Vegas: não fiquem só uma hora senão detestam, não fiquem mais de um dia, senão já não saem. Nós ficámos 2 dias e saímos. Mas havemos de voltar...



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mais







Grand Canyon (13 de Maio)
















The Grand Canyon

Dia 10 na estrada (13 de Maio)
Não há palavras possíveis para descrever o que é ver o Grand Canyon ao vivo. Eu queria tentar, mas não há prosa ou poesia, fotos ou quadros ou postais que se aproximem sequer.
À primeira vista, sentimo-nos literalmente tontos, num misto de vertigens com assombro, espanto e emoção. O coração dispara mesmo, é esmagador. É tudo aquilo estávamos à espera e muito, muito mais. Não sei o que mais diga deste dia, a não ser que passámos mais de 9 horas no Grand Canyon- que como parque é excelente e funciona muito bem, com autocarros gratuitos de entrada e saida constante para pontos de vista, hoteis la dentro (há mais de 100 milhas de estrada, o desfiladeiro tem mais do triplo), etc. Que vimos alces e milhares de pássaros. Que saímos já de noite, depois de vêr o por do sol no Grand Canyon, algo que eu nem sabia ser possível e que, obviamente, foi maravilhosamente lindo. Que corremos as rotas todas, andámos a pé, espreitamos de todos os cantos ao nosso alcance, conhecemos pessoas, ouvimos histórias, fizemos planos de voltar. Que tentámos ouvir, por entre o burburinho dos turistas, o silêncio do Canyon, que observámos, que meditámos, pasmámos. Que 100 anos que vivamos creio que nunca nos vamos esquecer do que é olhar para o Grand Canyon- a paisagem mais bonita e esmagadora que já vi em toda a minha vida.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Dia 8 na estrada (11 de Maio)




Dia 7 na estrada (10 de Maio)
















'It's not about the destination, it's about the journey'

Dias 8 e 9 na estrada

Os últimos 2 dias foram de estrada pura e dura, tal como no início, tal como eu gosto - route 66 sempre que possível, interstate so em sos, atravessar terras, parar em diners antigos, conhecer cidades que até podem consistir numa tenda gigante de vendas de artesanato índio, ou em meia duzia de casas abandonadas e dezenas de móteis vintage de estrada. Para quem não sabe, a route 66 foi construida nos anos 30, e viria a ser vítima do seu próprio sucesso: era uma estrada tão concorrida que decidiram fazer uma interstate literalmente ao lado, por vezes a cortá-la, votando por um lado mtas small towns ao abandono, mas sobretudo sem entenderem que não era do percurso que as pessoas gostavam e procuravam- era mesmo daquela estrada mística. Depois da 'asneira' feita, pouco havia a fazer, a não ser o que se tem tentado: recuperar as pequenas cidades uma a uma, pôr novas placas para os novos viajantes, tentar recuperar a estrada e a vida à volta dela.
Tudo isto para dizer que nem sempre é possivel ir pela Route 66, e muitos viajantes que fazem este percurso, fazem-no pela interstate- é mais rápido, direto, e mtas vezes, de facto é mm ali ao lado. Mas nós viemos fazer a Route 66, e se calhar para desespero dos meus co-viajantes, à custa de algumas voltinhas e mto nariz enfiado no mapa é assim que temos feito, sem arrependimento. Não é a mesma coisa pela interstate, é no atravessar de terrinhas de lojas de souvenirs de museus de diners que está a magia, é na route que estão as melhores paisagens, os melhores momentos, como já tive oportunidade de dizer. Por isso, os últimos 2 dias foram de route, mas já com um sabor a nostalgia triste (st louis e oklahoma já parecem tão longe), a saber a perto do fim de algo mto importante. Isto porque a partir de aqui é sempre a abrir- Grand Canyon, Vegas, Big Sur e LA, sítios que sempre sonhámos ver, e ainda apanhamos mtos troços da route 66, mas são desvios, é menos. Isto porque foi mesmo pela Estrada Mãe como lhe chamam que me apaixonei. Vesti a camisola procurei entender a sua historia, entende-la, e às pessoas que lutam há 70 anos, em várias gerações, para mantê-la viva para que muitos possam continuar a experienciar esta viagem que muda mesmo uma pessoa. Mais do que tudo, é mesmo da Route 66 que vou ter saudades.

Dia 8- Santa Fé- Holbrook (mais de 360 milhas)
Acordámos em Santa Fé, e é de facto uma cidade magnífica: mais de 400 anos, uma das mais velhas do país, prédios todos em adobe, terra que já foi dos índios, dos espanhóis, dos mexicanos e dos americanos, uma igreja de São Francisco de Assis, considerada pela UNESCO 'Creative City of Folk Art'. Foi, por isso, bem gasta uma manhã nas ruas, casas, artesanato local, que é imenso. Daí para a fte e até Holbrook, tentámos então passar em todos os troços possíveis de route -incluindo Albuquerque, muito fixe-, e deixámos o Novo México para trás banhados por um por do sol lindíssimo, num troço de estrada completamente overwhelming, sem palavras, rodeados de desfiladeiros, um daqueles momentos místicos indescrítiveis, quase religiosos. Em Holbrook, já no Arizona, com mais uma hora ganha (estamos já a -8) e depois de uma espreitadela a um parque de árvores petrificadas, dormimos no Wigam, motel conhecido por os quartos serem teepees (tendas de índios), e foi mesmo numa que ficámos.
Dia 9-Holbrook- Flagstaff
O caminho que nos esperava hoje não era longo, mas o objectivo era mesmo ficar o mais perto possivel do Grand Canyon. Entre Holbrook e Flagstaff , tentamos fazer o máximo de route 66 possivel, mas no Arizona ela está muito estragada e tem de se entrar e sair da interstate constantemente. Assim foi, e ainda conseguimos correr as terras todas- o jackrabbit trade office, com um coelho gigante, geronimo, winslow e ir visitar uma cratera de um meteorito, a primeira a ser descoberta no mundo e a melhor preservada (e onde filmaram o Starman com o Jeff Bridges, um dos meus filmes preferidos em miúda)
Chegados a Flagstaff, onde estamos numa espécie de hostel downtown mto louco (para variar dos moteis na estrada) as impressões são ótimas, de repente a paisagem mudou para montanhas com neve (os San Francisco Peaks) e pinheiros altos, gente nas ruas, luzes de natal e parece que estamos numa cidade-estância de inverno, até já nevou um pouco e tudo. Parece twin peaks, parece inverno, parece um time e space warp de tudo o resto que vimos. E amanha, grand canyon. (Já com saudades das tempestades dos saloons das panquecas da água sempre a ser servida nos diners, do cafe idem, do 'have a good day' de despedida em todo o lado, dos jackrabbits, dos comboios de mercadorias a atravessar as cidades, dos lagartos das setas indias dos esquilos das planices dos canyons arvores petrificadas da 'minha' route 66).

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Kansas, Oklahoma e Texas
















Missouri











New Mexico - Land of Enchantment

Dia 7
Hoje foi um esticão, mais de 300 milhas, mas valeu a pena. De Amarillo, onde dormimos, fizemos um desvio ao Palo Duro State Park, um parque enorme que se pode atravessar de carro, com canyons lindíssimos e uma paisagem de cair o queixo. O parque era antiga terra de indios, que lhes foi arrancada, e nas encostas verdes podiam-se mesmo imaginar os povos antigos, as cavernas, o gado. O dia acordou quente e muito muito ventoso, pelo que foi envoltos numa tempestade de areia já a saber a deserto que passamos num dos ícones da Route 66, o Cadillac Ranch, à saída de Amarillo, que mais não é do que 9 Cadillacs pintados e enterrados na areia- de novo, muito estranho, muito kitsch, muito cool. O almoço foi em Adrian, terra que marca o exacto meio em milhas percorridas da Route 66- 'You're halfway there' :) . O café chama-se mesmo Middlepoint e comi a minha primeira pie, nham.
Já sob um sol escaldante, entramos no Novo México (onde ganhámos uma hora, agora estamos a -7 de Lisboa, mas perdemos rede de telefone) e de facto este é o estado do encantamento, é maravilhoso. As paisagens são lindas e de perder vista, o horizonte perde-se entre montanhas, rochas, um misto de verde, canyons, aridez e deserto, riachos com vacas a beber água. Percebemos porque os ETs escolheriam Roswell (mais abaixo no estado) para visitar o nosso planeta. Tucumcari é passagem obrigatória porque representa a route 66 nos dias que correm- muitos moteis e cafes lindos e antigos, metade abandonados, e uma cultura de estrada onde o velho e abandonado consegue ser contraditóriamente bonito num sentido vintage- é uma das maiores contradições desta viagem. Já na subida para Santa Fé, a estrada ficou ainda mais verde, e seguimos trilhos indios com nomes como Goodnight Loving, passamos vilas com nomes tipo 'apache springs'. A noite é em Santa Fé, cidade toda castanha para não estragar a paisagem, muito muito mexicana do seu passado, linda de morrer, e onde ironicamente comi hoje uma das melhores pizzas da minha vida (eu e comida mexicana não dá). Depois fomos a um bar mexicano onde estavam a filmar um reality show. Quem sabe aparecemos ai nalgum canal manhoso.
A Route continua, metade já está -Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma e Texas feitos :), e agora já reconhecemos algumas pessoas que vamos reencontrando em cafés, o que nos faz sentir parte de uma comunidade a migrar para Oeste (para depois chegar ao fim e voar para km de distância ;)).

domingo, 9 de maio de 2010

A pedido de várias famílias

Mais fotos de Chicago












'Texas is a State of Mind’

Dias 5 e 6 na estrada
Completamos hoje a 1ª semana de viagem, e estamos, ou eu pelo menos estou, agora completamente adaptados a isto, a tudo, aos horários, às rotinas que não têm nada de rotineiras, idênticas na base- acordar cedo, pequeno almoço de torradas e/ou panquecas, estrada com 2 ou 3 paragens, almoço, estrada, chegada a cidade, procurar motel, perdermo-nos a procurar motel (ou hora parva como lhe chamamos), jantar e ver o espirito da noite, deitar cedo- mas que depois variam nas tais milhares de coisas. Com o Oklahoma atravessado e o Texas quase, tenho a cabeça cheia de indios e cowboys, cavalos e pradarias, petróleo e sapateados country de cowgirls em cima de balcões do Coyote Ugly, confundem-se na memória as já quase dezenas de dinners e moteis, drive ins e antigas bombas de gasolina, placas, milhas e mapas, e tudo isto junto sabe a exactamente ao que esta viagem devia saber.
Dia 5,sábado, Tulsa-Olkahoma foi uma viagem curta por terras semi-abandonadas e estranhamente kitsch, com o ponto alto na paragem em Bristow, cidade do farewest onde apanhámos uma feira de sábado com cowboys, poneis, artesanato e uma ida a um museu com detalhes que contam histórias, como o obituario de uma senhora 100% Índia que morreu nos anos 40 podre de rica, porque no seu quintal foi encontrado um poço de petróleo, detalhes da guerra civil, dos tempos de escravatura (só que puseram uma cronologia da historia dos afro-americanos que acabava com a Halle Berry a ganhar o oscar, esqueceram-se de acrescentar aquela pequena parte onde o Obama se torna Presidentedos EUA lol). Oklahoma City, onde chegamos cedo e ficámos de noite,tem um canto chamado Bricktown, espécie de quarteirão de diversões com canais e barcos, tudo criado pelo homem para pura diversão, a oscilar entre o mau gosto e o agradável- com direito a um concerto de rock/country de uns velhotes brutais com um Índio na bateria, à invenção de histórias sobre um casalinho a beber cervejas literalmente ao balde e à tal ida ao Coyote Ugly.
Hoje, deixámos o Oklahoma e entrámos no Texas, que, dizem, é um ‘state of mind’. Isso não sei, mas aqui – e no Fort Reno, ainda em Okh, que visitamos antes- sente-se completamente o espírito do oil e sobretudo do farewest, com cidades onde as casas parecem incrivelmente originais de época, as ruas largas, o imaginário dos filmes que idolatrávamos em míudos, só falta o barbwire de ramos a rodar (isso e estar calor, que entretanto o tempo piorou imenso). Em Elk City, há mesmo uma cidade de cowboys recriada, espécie de Portugal dos pequeninos. Almoçamos ao som de msgs a cair com a vitória do benfica num mexicano chamado Pedro's, cheio de famílias porque aqui só hoje é dia da mãe. A dormida é em Amarillo, cidade já com influências mexicanas, onde descobrimos um restaurante de comida tradiconal e consegui comer truta com mashed potatoes, yay!, felizes com o SLB, cansados como é suposto ao domingo, e eu pessoalmente a achar que vou sair desta experiência uma pessoa, não sei dizer de outra forma, maior- não só nos quilos, que é certo, mas sobretudo em cultura; em tudo.

Adenda: beijo à familia e sobretudo ao Miguel, a pedido de varios se a net deixar seguem fotos com pessoas la dentro :P

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fotos Missouri











You’re not in Kansas Anymore

Dias 3 e 4 de viagem na estrada

Os 640 km que unem St Louis a Tulsa ocuparam os ultimos 2 dias. Não foram os km mais fulgurantes nem mais fáceis de seguir e encontrar. Foram, sem dúvida os mais verdes. Descobrimos que nesta viagem a magia está mesmo nos detalhes. E eles são milhares por dia, muitos culturais, musicais, históricos, sociológicos. Estão nas casas, pontes, pessoas e nas pequenas vilas, nos concertos que temos tido a sorte de encontrar. Ontem fizemos st.louis- Springfield, - não a primeira, a segunda e mais pequena –dormimos la e deparámo-nos com um bar de inadaptados, só gente estranha. Mas vimos um grande concerto de música dos anos 70. E antes, visitamos as cavernas onde o Jesse James esteve escondido, vimos águias, dinners de motards, recantos magnificos no Missisipi. Dormimos num camping muito giro.
Hoje, peguei pela primeira vez no carro, e foi logo em grande- o troço que atravessa 3 estados: resto do Missouri, um canto do Kansas, e Oklahoma, onde a route ‘nasceu’ e onde estamos hoje (Friday Night in Tulsa- not good). No entanto, em termos de route 66, foi das viagens mais banais, com menos detalhes. Ainda deu para conhecer uma senhora incansável em salvar a route (e volta a haver mais gte a faze-la, nota-se), comer num cafe route magnifico e ver uns totens indios (falsos).
Passo a inaugurar a lista de coisas que já aprendemos nesta viagem:
1- Mto importante: seguir sempre o 1º instinto ao escolher moteis, restaurantes, dinners e bares 2- Não chegar a cidades mto grandes sem ter móteis reservados
3- Comida sem natas e fritos, pelos vistos, não é comida
4- ‘Always talk to the nut people’
5- O GPS tb se engana (e alias suspeito que é uma máquina maléfica que gosta de nos torturar)
6- Em algumas autoestradas nalguns paises, há saidas a esquerda
7- E, sem duvida, a mais importante: afinal o Jesse James não foi morto por Robert Ford (mas encenou a sua morte e viveu feliz e contente ate aos 60 anos)
Beijos a quem nos le, ou como dizem aqui, Peace.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Meet me in St.Louis, Louis

Os americanos são mesmo um povo estranho. Infelizmente é verdade que 3/4 são obesos, e olhando para a comida percebe-se porquê. É dificil comer bem aqui, mto. Pede-se peixe e vem panado, camaroes idem, frango e vem uma cena pastosa com ravioli, sopa de broculos e vem um liquido nojento e branco de queijo e natas com 2 broculos la dentro. Há bares em que é literalmente so mulherers gordas a dançar, dificil aqui é nao ser gordo.
Outra característica é a extrema simpatia. Já em Chicago eram todos simpáticos, mas assim que saímos da metrópole é a loucura. Todos nos cumprimentam, todos. Os sem abrigo, os joggers, as mulheres com compras, seja ola ou um,levantar de mão, ou um «como está hoje, neste belo dia?», tem de haver algo. Faz-me lembrar que havia tempos em que passar por alguem na rua e nao cumprimentar era falta de eduação, e aqui isso ainda esta em vigor e é surreal.
Quanto à estrada: No 1º dia de route 66 fizemos Chicago- Springfield (280km), no 2º Springfield-St Louis, hoje vamos na direcção de Tulsa, passando por outra Springfield, a mais pequena.

A Springfield que vimos- capital de estado, onde o Obama lançou a candidatura- é uma cidade estranha- parece deserta, bonita mas mto weird.
St Louis, onde dormimos hoje, é mais bonita, com o seu arco, o quarteirão de casas vitorianas com jardins e fontes, e o outro junto ao rio com restaurantes, bares e carroças de cavalos.

Na estrada, a route é fácil de encontrar, há placas, e se muitas vezes nos leva literalmente paralelos à interstate, que construiram ao lado, noutras leva-nos a terriolas incríveis. Claro que as vezes nos perdemos, sobretudo a entrar nas cidades, claro que acordamos cedo, e que é cansativo. Ao anoitecer, ao chegar a cidades estranhas e desertas como Springfield, passa-me pela cabeça «estamos tão longe de tudo, ainda falta tanto, e tantos dias», passa.

Mas depois acordo e so consigo pensar nas placas castanhas da route e nos seus dinners; na miuda electrica e linda do hotel de Springfield que, por causa dos pais, já morou em todo o lado, de Boston a NY, e acabou ali; nas casas com alpendres com baloiços, como sempre sonhei; nos esquilos; nos silos com nome; na pequena cidade de Romeo, que antecede a pequena cidade de Joliet (antes Juliet); na pior sopa do mundo e o que nos rimos dela; no melhor hamburguer no Itsy Bitsy Reastaurant; nas radios que passam Testla e Candelbox como se mais nenhuma música tivesse sido criada desde; no magnifico Mississipi; no nosso GPS, a Marlene (quem adivinhar porque lhe chamamos assim, ganha um souvenir), que levamos à Loucura, ao ir sp pela estrada mais antiga; na ponte de Madison County (não coberta, mas como se fosse); na linda Festa de 5 de Mayo, estilo arraial, com tacos, Coronas e música mexicana que encontramos por acaso; na mulher a levar-nos a moteis enquanto fazia jogging; no miudo do restaurante de St Louis e cantar o yellow ledbetter dos Pearl Jam; em tudo tudo- e só me apetece voltar à estrada.

PS- E dp há momentos tão surreais que sentimos mesmo que só nos vão antigir em Lisboa. Estar no rio Mississipi, a mandar flores ao Jeff Buckley (aquilo é enorme, granda maluco) com uma família de afro-americanos a fazer uma festança de blues aos berros, e passar ao longe na interstate uma perseguição policial à filme com helicópetros- é seguramente um deles.
Ps2- Prémio cidade mais simpática so far: Odel, com o seu cartaz a dizer 'Welcome to Odel; A Small Town with a Big Heart; Where Everybody is Somebody'

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fotos Chicago












1º Post

Viagem para os USA foi atribulada e cansativa mas correu tudo bem, Chicago foi muito louco, grande cidade, com vários locais de interesse, gostei muito da Sears Tower uma das maiores dos Estados Unidos com uma grande vista sobre a cidade de Chicago e do Lago Michigan,
a noite ainda deu para ir a um bar de Jazz que nos foi indicado por um local.
Hoje início da viagem pela route 66, estava com receio do carro com mudanças automáticas mas ao fim de 5 minutos já estava adaptado, correu tudo bem ao longo da estrada graças as orientações das co-piloto Patrícia e Guida, neste momento encontramo-nos nas profundezas dos Estados Unidos lol, Springfield capital de estado do Illinois.

P.s.-Rednecks existem não é um mito. lol

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Chicago (2 de Maio de 2010)

Dia 1
Dia 1, depois do dia de viagens, trocas de aviões, revistanços e controles de segurança, avistanço da grande atriz thandie newton em newark, hospedeiras obesas mas amorosas que chamam 'kittie kat' ao chocolate.
Chicago é lindo, e não estavamos a espera. Tem um que de nova iorque, o mix de arranha céus com prédios de tijoleira velha, mas tb o sears e a sua vista magnifica, o comboio L que anda no ar numa estrutura metalica antiga, o vendedor da Cais ca do sitio que faz piadas à porta do museu com trocadilhos de pintores para forçar as pessoas a comprar a revista, a rapariga da casa de saladas mais simpatica do planeta, tulipas por todo o lado porque este ano lhes apeteceu, em Maio, plantar tulipas por todo o lado, jardins, mais museus, mais arranha ceus, e tem o Lago Michigan e seus canais. E fontes onde os putos tomam banho, com imagens de homens e mulheres a rir e cuspir agua, e patos e gansos e gaivotas. Chicago é mto lindo, e ainda nos falta o jantar de peixe- talvez a ultima hipotese de comer peixe- e a corrida aos bares de jazz e blues.
Já descobrimos a placa de inicio da route 66, amanha partimos para a estrada. Beijinhos para todos e may the force of the wind city be with us.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

De partida


Vamos domingo e já sonho com a estrada. Não dá azar publicar o primeiro post ainda cá, pois não? Que se lixe. Para quem tiver pachorra/interesse ou se der ao trabalho de seguir este blogue, ele pretende ser um quase diário (é pouco provavel termos net ou tempo todos os dias), relato ou desabafos da magnífica viagem a que 4 amigos se propuseram a fazer: Chicago-LA em 20 dias, a mítica Route 66, pessoalmente um sonho antigo meu, até agora adiado, já não mais.
Os mapas estão comprados, os guias assinalados, os CDs guardados, o hotel de chicago marcado e tudo o resto é aventura *. Sabemos que só restam 2/3 da estrada antiga, pelo que vamos andar aos S. Sabemos que há dezenas de combinações possiveis de experiências Route 66, consoante a terriola onde se pára, o motel onde se dorme, o dinner onde se come a tarte.
A nossa vai ser linda e única porque vai ser nossa. Boa Viagem para nós! (e vamos dando noticias)

*PS- tudo o resto é aventura não! acabei de marcar o hotel de LA que é magnificamente kitsch! mm em fte à praia! olhá foto! ehehe